segunda-feira, 21 de outubro de 2013

OBESIDADE, NEUROPEPTÍDEOS-HIPOTALÂMICOS: A ATIVAÇÃO DO RECEPTOR Y2 NO NÚCLEO ARQUEADO DO HIPOTÁLAMO (ARC) NOS RESULTADOS DA INIBIÇÃO DAS AÇÕES DO NEUROPEPTÍDIO Y (NPY) QUE REPRESENTA ÀS AÇÕES ANOREXÍGENAS ASSOCIADAS À ATIVAÇÃO DO RECEPTOR Y2 NO NÚCLEO ARQUEADO DO HIPOTÁLAMO; ENDOCRINOLOGISTAS – NEUROENDOCRINOLOGISTAS – DR. JOÃO SANTOS CAIO JR. ET DRA. HENRIQUETA V. CAIO.

O neuropeptídeo Y (NPY) é uma proteína neuroendócrina hipotalâmica que é um membro de uma família de proteínas estruturalmente relacionadas identificadas como a família de polipeptídeos pancreáticos (PP), de hormônios. Cada um destes hormônios peptídicos contém 36 aminoácidos consistindo em várias tirosinas (daí a nomenclatura dos peptídeos Y) e uma α-amidação no terminal-C. A estrutura tridimensional destes hormônios inclui um motivo do tipo cacho de cabelo como a referida prega de polipeptídeo pancreático (PP-fold). O PP-fold é necessário para a interação dos hormônios com os receptores acoplados à proteína G (GPCRs específicas). A família de proteínas de polipeptídeos (PP) se liga a uma família de receptores que foram originalmente caracterizados como receptores de neuropeptídeo Y (NPY). Existem quatro receptores de neuropeptídeo Y (NPY) em seres humanos e foram designados como Y1, Y2, Y4 e Y5. Um receptor adicional identificado como Y6 é encontrado em ratinhos e coelhos. Comparações das sequências de aminoácidos dos quatro receptores Y humanos mostram que os receptores Y1, Y4 são mais estreitamente relacionadas entre si do que aos receptores Y2 e Y5. Receptores Y1, Y2 e Y5 preferencialmente ligam neuropeptídio Y (NPY) e o peptídeo de tirosina-tirosina (PYY), que, Y4 apresenta maior afinidade para o PP. Embora o receptor Y5 é expresso e liga-se a uma proteína truncada. O receptor de Y2 é envolvido em respostas anorexígenas (supressão do apetite), enquanto que os receptores Y1 e Y5 têm demonstrado induzir respostas orexígenos (estimulação do apetite). Os receptores Y2 assim referidos como receptores inibitórios no que diz respeito à atividade de neuropeptídio Y (NPY) e estão abundantemente expressos nos neurônios neuropeptídios Y (NPY) no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo. O neuropeptídio Y (NPY) é expresso em todo o cérebro de mamíferos com níveis mais altos encontrados no núcleo arqueado (ARC) do hipotálamo. O neuropeptídio Y (NPY) é um dos fatores mais potentes orexígenos produzidos pelo corpo humano. 
NÚCLEO CENTRAL DA AMIGDALA
Dentro do CEA (núcleo central da amígdala que participa dos mecanismos que controlam a resposta ao estresse) há duas populações neuronais que exercem ações opostas no desejo de ingestão de alimentos. Os neurônios que co-expressam o neuropeptídeo Y (NPY) e outro neuropeptídeo chamado peptídeo agouti-relacionado (AgRP) estimulam a ingestão de alimentos, enquanto que, os neurônios que co-expressam o pró-opiomelanocortina-POMC, cocaína e anfetamina transcrição regulado (CART) suprimem o desejo de ingestão de alimentos. O papel do neuropeptídeo Y (NPY) no controle do apetite pode ser demonstrado pela administração central do neuropeptídeo Y (NPY) que resulta num desejo marcadamente aumentado de ingestão de alimentos. Os receptores Y1 e Y5 mediam a maior parte dos efeitos do neuropeptídeo Y (NPY) sobre o eixo hipotálamo-pituitária-tiróide. Dentro do núcleo ventromedial (VMN) do hipotálamo, a ligação do neuropeptídeo Y (NPY) aos receptores Y1 resultados da inibição da função neuronal (via hiperpolarização), que resulta da interferência com a função de saciedade do núcleo ventromedial (VMN) do hipotálamo. A maioria dos receptores hipotalâmicos Y2 são encontrados nos neurônios contendo o neuropeptídeo Y (NPY). Por outro lado, a ativação do receptor Y2 no núcleo arqueado do hipotálamo (ARC) nos resultados da inibição das ações do neuropeptídeo Y (NPY) que representa às ações anorexígenas associadas à ativação do receptor Y2 no núcleo arqueado do hipotálamo. De grande importância para a dieta e perda de peso é o fato de que quando as pessoas perdem o excesso de peso aumentam o nível do neuropeptídeo Y (NPY) que provavelmente é um fator que contribui para a incapacidade da maioria das pessoas para manter o peso. Este fenômeno foi demonstrado em ratos alimentados com uma dieta rica em gordura. 
Estes ratos se tornaram obesos, aumentaram a massa de gordura, e aumentaram os níveis circulantes de leptina. Quando os animais são submetidos a uma dieta de restrição calórica perdem o excesso de gordura e os níveis de leptina caem. No entanto, o nível de expressão do gene do neuropeptídeo Y (NPY) é observado significativamente aumentado. Este e outros dados indicam que o neuropeptídeo Y (NPY) é também um dos mais importantes neuropeptídeos derivados hipotalâmicos mediando os efeitos da leptina sobre a homeostase energética global. Considerando que, perder o excesso de peso está associado com o aumento da expressão do neuropeptídeo Y (NPY), os níveis de peptídeos anorexígenos, pró-opiomelanocortina-POMC e anfetamina transcrição regulada-CART, não mudam.

Dr. João Santos Caio Jr.

Endocrinologia – Neuroendocrinologista
CRM 20611

Dra. Henriqueta V. Caio 

Endocrinologista – Medicina Interna 
CRM 28930

Como Saber Mais:
1.A obesidade contribui para as principais causas de morte e incapacidade, incluindo ataques cardíacos, derrames cerebrais, pressão alta, câncer, diabetes, osteoartrite, esteatose hepática, e depressão... 
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2. Mas o problema mais importante é que o índice de massa corporal (IMC) reflete a gordura corporal total sem ter em conta a forma como a gordura é distribuída...

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3. A gordura visceral é localizada ao redor dos órgãos internos, e é o verdadeiro vilão da peça. Uma das primeiras explicações para isso era que a obesidade visceral foi associada à hiperatividade dos mecanismos do corpo de resposta ao estresse, que elevam a pressão arterial, os níveis de açúcar no sangue e o risco cardíaco...
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AUTORIZADO O USO DOS DIREITOS AUTORAIS COM CITAÇÃO
DOS AUTORES PROSPECTIVOS ET REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA. 


Referências Bibliográficas:
Prof. Dr. João Santos Caio Jr, Endocrinologista, Neuroendocrinologista, Dra. Henriqueta Verlangieri Caio, Endocrinologista, Medicina Interna – Van Der Häägen Brazil, São Paulo, Brasil; Gregerson, T.N., Møller, B.K., Raben, A., Kristensen, S.T., Holm, L., Flint, A., Astrup, A. (2011). Determinants of appetite ratings: the role of age, gender, BMI, physical activity, smoking habits, and diet/weight concern. Food Nutr Res:55; Wynne, K., Stanley, S., McGowan, B., & Bloom, S. (2005). Startling Review: Appetite Control. "Journal of Endocrinology, 184", 291-318; Suzuki, K., Jayasena, C.N., & Bloom, S. (2011). The Gut Hormones in Appetite Regulation. "Journal of Obsesity", 1-10; Wassum KM, Ostlund SB, Maidment NT, Balleine BW. (2009). Distinct opioid circuits determine the palatability and the desirability of rewarding events. Proc Natl Acad Sci U S A. 106:12512–12517 PMID 19597155 doi:10.1073/pnas.0905874106; Fulton, "Appetite and Reward", "Frontiers in Neuroendocrinology", (2010); National Digestive Diseases Information Clearinghouse (NDDIC). Indigestion; Owen JB (October 1990). "Weight control and appetite--a genetic perspective". Clin Nutr 9 (5): 291–3. doi:10.1016/0261-5614(90)90039-U. PMID 16837373; Schacter, D.T., Gilbert, D.T., Wegner, D.M. (2011). "Psychology (2nd ed.)." New York, NY: Worth Publishers; Marian Tanofsky‐Kraff, Cynthia M. Bulik, Marsha D. Marcus, Ruth H. Striegel, Denise E. Wilfley, Stephen A. Wonderlich, James I. Hudson. "Binge eating disorder: The next generation of research" International Journal of Eating Disorders (April 2013), 46 (3), pg. 193-207.

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